Projeto Com Viver
Justificativa:Câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. As neoplasias mais freqüentes na infância são as leucemias (glóbulos brancos), tumores do sistema nervoso central e linfomas (sistema linfático). Também acometem crianças o neuroblastoma (tumor de gânglios simpáticos), tumor de Wilms (tumor renal), retinoblastoma (tumor da retina do olho), tumor germinativo (tumor das células que vão dar origem às gônadas), osteossarcoma (tumor ósseo), sarcomas (tumores de partes moles). Diferentemente do câncer de adulto, o câncer da criança geralmente afeta as células do sistema sangüíneo e os tecidos de sustentação, enquanto que o do adulto afeta as células do epitélio, que recobre os diferentes órgãos (câncer de mama, câncer de pulmão). No adulto, em muitas situações, o surgimento do câncer está associado claramente aos fatores ambientais como, por exemplo, fumo e câncer de pulmão. Nas malignidades da infância não se observa claramente essa associação. Logo, prevenção é um desafio para o futuro. A ênfase atual deve ser dada ao diagnóstico precoce. No tratamento pode ser usado a quimioterapia (o câncer infantil é mais sensível à quimioterapia, a principal arma contra a doença), radioterapia, cirurgia e o transplante de medula óssea (usado em alguns caso de leucemia, linfomas e tumores sólidos). A criança reage melhor ao tratamento e apresenta menos efeitos colaterais. O progresso no desenvolvimento do tratamento do câncer na infância foi espetacular nas últimas quatro décadas. Atualmente, 70% das crianças acometidas de câncer podem ser curadas, se diagnosticadas precocemente e tratadas em centros especializados. A maioria dessas crianças terá vida praticamente normal. Porém, viver uma vida normal durante o tratamento e depois da alta, implica na re-inserção do paciente em seu meio social e, em se tratando de crianças e adolescentes em idade escolar, no seu retorno ao ambiente escolar. Infelizmente, a volta à escola apresenta uma série de desconfortos para o paciente. As faixas etárias pediátricas mais precoces (0 a 4 anos) são as mais propensas ao desenvolvimento de câncer (Petrilli et al., 1997), com exceção de linfomas, carcinomas e tumores ósseos, que predominam em crianças entre 10 e 14 anos. As estatísticas da AACC de 2001 a 2007, mostram que 40% dos pacientes atendidos está na faixa de 06 a 15 anos e portanto em idade escolar. Portanto, consideramos ser possível compartilhar a experiência vivenciada e o conhecimento construído nos 25 anos de trabalho da AACC, conscientizando alunos e profissionais da educação no sentido de minimizar as dificuldades enfrentadas pelos pacientes de câncer na sua re-inserção ao ambiente escolar e facilitar sua interação com o meio. Público Alvo:Alunos e professores da rede pública de ensino (estadual ou Municipal) Objetivo Geral:Promover a conscientização de professores e alunos da rede pública para aspectos fundamentais na re-inserção de pacientes de câncer infantil na vida escolar e facilitar aos profissionais da educação a possibilidade de reconhecimento de sintomas iniciais da doença. Objetivos Específicos:
DESCRIÇÃO DO PROJETO:Esse projeto consiste em uma série de ações junto às escolas públicas, mobilizando alunos e professores para a discussão sobre o Câncer Infantil. Palestras e oficinas para os profissionais, com os seguintes temas:
1 – O que causa o câncer? O câncer pode ser causado por fatores externos (substâncias químicas, irradiação e vírus) e internos (hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). 2 – O câncer é hereditário? Em geral, o câncer não é hereditário. A criança não herda o câncer, mas componentes genéticos a tornam predisposta à doença. São raros os casos em que a doença é herdada, como o retinoblastoma, um tipo de câncer de olho que afeta crianças. 3 – O câncer infantil é contagioso? Não. Mesmo os casos de câncer causados por vírus não são contagiosos, isto é, não passam de uma pessoa para outra, como um resfriado. 4 – O câncer infantil pode ser prevenido? Alguns tipos de câncer causados por fatores externos podem ser prevenidos. É o caso de câncer causado por tabagismo ou uso de bebida alcoólica em adultos. Nos casos de câncer infantil, não se fala em prevenção, mas em diagnóstico precoce. Somente os casos tratados em seus estágios iniciais obtêm altos índices de cura. 5 Quais os números do câncer infantil no Brasil? Surgem anualmente no Brasil, 7,1 mil novos casos de câncer infantil (0 a 18 anos). Destes, apenas 4,6 mil são registrados e tratados. Os outros 2,5 mil não chegam sequer a ser diagnosticados. (Fonte: Instituto Nacional do Câncer) 6 Quais as chances de cura? Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, as chances de cura são de 70% em média. (Fonte: Instituto Nacional do Câncer) A Leucemia Linfóide Aguda é o tipo de leucemia mais comum e representa 80% dos casos de crianças com leucemia. (Fonte: Instituto Nacional do Câncer) 7 Quais as faixas etárias mais atingidas pelo câncer infantil? Oficinas para alunos, considerando as diferentes séries letivas; Metodologia:Será empregada uma metodologia participativa, que não visa simplesmente fornecer informações, mas construir conhecimento a partir das experiências trazidas e manifestadas pelos participantes, promovendo a aprendizagem e a conscientização através do círculo EXPERIÊNCIA REFLEXÃO GENERALIZAÇÃO APLICAÇÃO. Avaliação:A avaliação do projeto será feita por meio dos seguintes indicadores:
Recursos Necessários: REFERÊNCIAS: 1. Steuber CP, Nesbit ME Jr. Clinical assessment and differential diagnosis of the child suspected cancer. In: Pizzo PA, Poplack DG, editors. Principles and practice of pediatric oncology. 3rd ed. Philadelphia: Lippincont-Raven; 1997. p.129-39. 2. Brandalise S, Odone V, Pereira W, Andréa M, Zanichelli M. Treatment results of three consecutive Brazilian cooperative childhood ALL protocols: GBTLI-82 and ?85. ALL Brazilian Group. Leukemia 1993; 753:142-5. 3. De Andrea ML, De Camargo B, Melaragno R. A new treatment protocol for childhood non-Hodgkin´s lymphoma: preliminary evaluation. J Clin Oncol 1990; 53:666-71. 4. Petrilli S, Penna V, Lopes A, Figueiredo MTAF, Gentil FC. IIB Osteosarcoma. Current management, local control, and survival statistics. Clin Orthop 1991; 270:60-6. 5. De Camargo B, Franco EL. A randomized clinical trial of single-dose versus fractionated-dose dactinomycin in the treatment of Wilms´ tumor. Cancer 1994; 73:3081-6. 6. Dixon-Woods M, Findlay M, Young B, Cox H, Heney D: Parents’ accounts of obtaining a diagnosis of childhood cancer. Lancet 2001; 357:670-4. 7. Flora Mitie Watanabe 8. Silvia Brandalise 9. Jane Dobbin |
|
| voltar para o topo | |

























