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Tipos de câncer infantil: informação e diagnóstico precoce fazem a diferença

  • 11 de mai.
  • 3 min de leitura

Receber o diagnóstico de câncer em uma criança é um momento delicado para toda a

família. Apesar de ser considerado raro quando comparado ao câncer em adultos, o câncer

infantojuvenil representa uma importante causa de atenção em saúde e exige atenção aos

sinais e sintomas desde os primeiros sinais.


Na infância, os tipos de câncer costumam apresentar características diferentes daqueles

observados em adultos. Em geral, eles não estão relacionados a hábitos de vida,

alimentação ou fatores ambientais. Muitos surgem a partir de alterações nas células ainda

em fase de desenvolvimento do organismo.


Em muitos casos, os primeiros sinais podem passar despercebidos ou ser confundidos com

doenças comuns da infância. Por isso, conhecer os principais tipos de câncer infantil e seus

sintomas é fundamental para contribuir com o diagnóstico precoce e o início rápido do

tratamento.


Leucemias

As leucemias são os tipos de câncer mais frequentes em crianças e adolescentes. Elas

afetam a medula óssea, local responsável pela produção das células do sangue.


Entre os sinais mais comuns estão palidez, cansaço excessivo, febre persistente, manchas

roxas pelo corpo, sangramentos e dores nos ossos ou articulações. Como os sintomas

podem ser confundidos com doenças comuns da infância, é importante que os responsáveis

procurem avaliação médica quando esses sinais persistirem.


A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é a forma mais comum na população pediátrica.


Tumores do sistema nervoso central

Os tumores do sistema nervoso central incluem tumores cerebrais e da medula espinhal.

São considerados o segundo grupo mais frequente de câncer infantil.


Os sintomas variam conforme a região afetada, mas podem incluir dores de cabeça

frequentes, náuseas, vômitos, alterações na visão, dificuldade para caminhar, tontura e

mudanças no comportamento da criança.

Em crianças pequenas, alguns sinais podem ser mais difíceis de identificar, o que reforça a

importância da observação atenta por parte da família e dos profissionais de saúde.


Linfomas

Os linfomas atingem o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Eles são

divididos principalmente em Linfoma de Hodgkin e Linfoma Não Hodgkin.


Entre os principais sinais estão aumento dos gânglios (“ínguas”), febre prolongada, suor

noturno, perda de peso e cansaço persistente.

Embora muitos casos apresentam bom prognóstico, o acompanhamento especializado é

essencial para definir o tratamento mais adequado.


Neuroblastoma

O neuroblastoma é um tumor mais comum em crianças pequenas e se desenvolve a partir

de células do sistema nervoso periférico. Frequentemente surge na região abdominal.


Os sintomas podem incluir dor abdominal, aumento da barriga, perda de apetite,

irritabilidade e febre. Em alguns casos, alterações nos olhos também podem estar presentes.


Tumor de Wilms

Também conhecido como nefroblastoma, o Tumor de Wilms acomete os rins e costuma

ocorrer principalmente em crianças menores de cinco anos.


Muitas famílias percebem inicialmente um aumento abdominal durante o banho ou ao

trocar a roupa da criança. Outros sinais incluem dor abdominal, sangue na urina, febre e

pressão arterial elevada.


Retinoblastoma

O retinoblastoma é um tumor ocular que afeta a retina. Um dos sinais mais conhecidos é o

reflexo esbranquiçado na pupila, frequentemente percebido em fotografias com flash.


Além disso, a criança pode apresentar estrabismo, vermelhidão ocular ou dificuldade visual.

O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de preservação da visão e

sucesso no tratamento.


Principais sinais de alerta

Os sintomas do câncer infantil nem sempre aparecem de forma evidente. Muitas vezes, eles

se confundem com doenças comuns da infância, o que pode atrasar a busca por

atendimento especializado.


Nem sempre os sintomas indicam câncer, mas sinais persistentes devem ser investigados por um profissional de saúde.



O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e contribui para

tratamentos mais eficazes e menos agressivos.


Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva

(INCA). Câncer infantojuvenil. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br. Acesso em: 10

maio 2026.

INSTITUTO ONCOGUIA. Câncer infantil. Disponível em: https://www.oncoguia.org.br. Acesso

em: 10 maio 2026.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Sinais e sintomas do câncer infantojuvenil. Disponível

em: https://www.sbp.com.br. Acesso em: 09 maio 2026.

PEDROSA, F.; LINS, M. Câncer infantil: aspectos clínicos e diagnóstico precoce. Revista

Brasileira de Cancerologia, Rio de Janeiro, v. 48, n. 1, p. 29-35, 2002.

SILVA, D. B. et al. Câncer pediátrico: diagnóstico precoce e possibilidades terapêuticas.

Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 23, n. 6, p. 1967-1978, 2018.

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