Serviço Social no câncer infantil: como esse profissional apoia crianças e famílias durante o tratamento
- 10 de jul.
- 3 min de leitura
Quando uma criança recebe o diagnóstico de câncer, toda a família passa a enfrentar uma nova realidade. Além dos desafios emocionais e médicos, surgem dúvidas sobre direitos, benefícios, transporte, escola, trabalho e acesso aos serviços de saúde.
É justamente nesse cenário que o Serviço Social no câncer infantil desempenha um papel essencial. O assistente social atua para garantir que a criança tenha acesso aos seus direitos e que a família encontre condições para seguir o tratamento do câncer infantil com mais segurança, dignidade e qualidade de vida.

O que faz o Serviço Social no tratamento do câncer infantil?
O Serviço Social integra a equipe multiprofissional responsável pelo cuidado da criança ou adolescente em tratamento oncológico. Seu trabalho vai além das orientações burocráticas: ele busca compreender a realidade de cada família e identificar fatores sociais que possam comprometer o tratamento.
Entre suas principais funções estão:
• realizar acolhimento e escuta qualificada;
• identificar vulnerabilidades sociais e econômicas;
• orientar sobre os direitos da criança com câncer;
• encaminhar para benefícios sociais e programas governamentais;
• articular a rede de assistência social e saúde;
• fortalecer a comunicação entre família e equipe de saúde;
• contribuir para que nenhuma dificuldade social impeça a continuidade do tratamento.
Orientação sobre os direitos da criança com câncer
Uma das maiores contribuições da assistência social no tratamento do câncer é informar as famílias sobre os direitos garantidos pela legislação brasileira.
Dependendo da situação, podem existir benefícios previdenciários e assistenciais, programas de transferência de renda, Tratamento Fora de Domicílio (TFD), transporte para consultas, acesso a medicamentos, hospedagem em casas de apoio e outros recursos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pela rede socioassistencial.
O assistente social orienta sobre os documentos necessários, realiza encaminhamentos e ajuda a família a acessar esses direitos de forma mais ágil.
Apoio às famílias de crianças com câncer
O apoio às famílias de crianças com câncer vai muito além das questões financeiras.
Durante o tratamento, é comum que um dos responsáveis precise interromper temporariamente o trabalho para acompanhar o filho. Muitas famílias também precisam viajar para outra cidade, reorganizar a rotina dos demais filhos ou buscar apoio para alimentação, transporte e hospedagem.
O Serviço Social identifica essas necessidades e articula soluções junto aos serviços públicos e às instituições da sociedade civil, reduzindo obstáculos que poderiam dificultar o tratamento.
O Serviço Social faz parte da equipe multiprofissional
O cuidado da criança com câncer é realizado por uma equipe composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais.
Enquanto cada profissional cuida de uma dimensão da saúde, o Serviço Social analisa os fatores sociais que influenciam diretamente o sucesso do tratamento, contribuindo para uma assistência verdadeiramente integral.
O papel das instituições de apoio
As instituições de apoio à criança com câncer, como a AACC, também desempenham uma função indispensável nessa jornada.
Além de oferecerem acolhimento às famílias, muitas contam com assistentes sociais que realizam orientações, encaminhamentos e auxiliam no acesso a benefícios sociais, transporte, hospedagem, alimentação, doações e outros serviços que fortalecem a rede de proteção durante o tratamento. Esse suporte complementa o atendimento realizado pelos hospitais e contribui para que a família possa dedicar sua energia ao cuidado da criança.
Fontes
• Conselho Federal de Serviço Social. Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Saúde.
• Instituto Nacional de Câncer. Materiais sobre câncer infantojuvenil, atenção integral e cuidado multiprofissional.
• Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização e diretrizes do Sistema Único de Saúde para atenção integral.





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